Como criar um blog – O começo de tudo

Muitas pessoas querem escrever sobre o que gostam, expressar sua opinião ou mostrar seu ponto de vista em relação a um assunto e o Blog sempre foi a melhor opção para qualquer uma dessas motivações. Mas muitos se perguntam: Como criar meu blog? É exatamente por isso que resolvemos fazer uma série de posts que mostrarão como criar, otimizar e estruturar o seu blog. Hoje vamos mostrar o começo de tudo: Qual plataforma devo usar? WordPress? Blogger? Devo ter um domínio próprio?

Em 2004, descobri o mundo dos blogs. Naquela época não existiam muitas informações sobre blogs ou Blogueiros profissionais, então geralmente ficávamos presos às plataformas que nos eram apresentadas. Meu primeiro blog foi no Blig, plataforma de blogs do IG. Era mais um diário e um lugar para escrever sobre coisas que eram interessantes na época. Depois, resolvi passar para a plataforma Weblogger, do Terra. Este blog também funcionava mais ou menos como um diário e alguns amigos acompanhavam o que eu escrevia.

Com o passar do tempo, senti a necessidade de escrever sobre coisas mais relevantes e as plataformas Blig e Weblog já não me ofereciam mais o que eu precisava. Daí então, resolvi partir para o Blogger (ou Blogspot). Meu primeiro blog lá foi o Café Com Blogagem, que aliás, é o antecessor do Café Com Blogueiros. Lá eu escrevia sobre política, futebol, música, cinema e tudo o que dava vontade. Tinha essa liberdade e gostava disso! O blog estava começando a ter uma audiência razoável e eu sempre me preocupava em melhorá-lo. Explorava os plug-ins que o Google disponibilizava, buscava layouts mais atrativos e tentava sempre aprimorar minha escrita.

Em 2010, comecei a trabalhar em uma agência com meus amigos Wagner, Gabiru e Márcio, e com a ajuda deles, comprei meu domínio e instalei a plataforma WordPress. Foi a melhor escolha que fiz nos últimos anos de blogueiro. Uma amiga minha me ajudou a fazer o layout e continuei com a minha editoria variada. O WordPress me deu possibilidades enormes, tanto em relação ao layout, que era muito mais estruturado, quanto em relação aos plug-ins, que a quantidade e a variedade são enormes.

Fiz o curso do Fábio Ricotta, sobre SEO, e lá tem um módulo específico de SEO para blogs. Para quem não sabe, SEO é a sigla para Search Engine Optimization, ou Otimização para Mecanismos de Busca. Coloquei várias das técnicas do curso em prática e comecei a levar a história do blog mais a sério. Em meados de junho, vi a oportunidade de transformar este blog em algo maior e criei o Café Com Blogueiros.

Mas o que essa história tem a ver com o que vamos abordar aqui? Ela mostra por quantas plataformas um blogueiro pode passar até chegar na que ele prefere e usa melhor. É claro que hoje em dia só existem duas grandes plataformas para blogs, que são Blogger (Blogspot) e WordPress.

Mas qual é melhor? Uso o WordPress.com ou compro meu domínio? Como compro meu domínio? Como instalo o WordPress nele?

Essas são questões que vamos responder nos próximos posts. Fiquem ligados, pois vale a pena! 😉

Blogs segmentados como fonte de informação

Os blogs viraram os queridinhos para os usuários das mídias sociais. Já viraram até mesmo, disciplina na Faculdade de Jornalismo na Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos!

Blogs segmentados

Para muitos, (ok, não posso me deixar de fora dessa), essas páginas se tornaram fonte de informação e discussão para acompanhamento dos mais variados assuntos. Essa variedade foi crescendo dentro da blogosfera modificando o modo de buscas e transformando seus autores em verdadeiros gurus.

Mas afinal, o que nos faz acompanhar esses blogs segmentados?

Listei abaixo alguns tópicos que podem fazer diferença para um blog estar nos Favoritos do seu navegador!

Conteúdo feito com dedicação e prazer


Quando um blog é “especializado” em algum assunto, o(s) autor(es) dedicam o seu tempo para estudar e pesquisar ainda mais, deixando o conteúdo mais qualificado e direcionado para o público certo!

Usuários com opiniões e gostos semelhantes

A segmentação permite discussões e comentários de usuários que possuem opiniões em comum sobre determinados assuntos. Criando assim, a troca de ideias e até mesmo, agilidade na apresentação de novidades do assunto em estudo.

Frequência de atualizações x Qualidade do conteúdo

Sem dúvida, a partir do momento em que um blog está segmentado por um assunto, o número de informações são mais escassas do que um portal com conteúdos aleatórios. Portanto se o seu assunto não permitir posts com frequência, se preocupe principalmente com a qualidade do conteúdo!

Blogueiro endoidado e interativo


Você se sente ainda mais confortável dentro de um blog quando o autor vira a própria fonte de informação considerando que ele atende as solicitações, responde os usuários e deixa a linguagem mais informal e interativa!

Blog Regional Prós e Contras

Há algum tempo quero escrever sobre esse assunto. Mais precisamente desde quando um cliente me questionou se valia mais a pena fazer uma ação com Blog Regional, de baixa a média audiência ou com blogueiras celebridade, conhecidas em todo o território nacional. A resposta eu ainda hesito em dar.

Sou uma defensora ferrenha da regionalização, seja culturalmente, seja como ferramenta e estratégia de negócio. Grupos empresariais como o RBS estão aí pra nos provar que dá certo. Mas e quando se fala de blogs? Se a internet é a suposta materialização da aldeia global, como usar um espaço com tal característica para gerar resultados localmente?

blog regional

Com uma pesquisa simples cheguei a alguns apontamentos que gostaria de compartilhar, e que podem ser positivos tanto para produtores de conteúdo quanto para a galera do marketing.

O leitor quer preservar e experimentar a cultura local

Utilizando o Uber Suggest para verificar variações do termo “blogs regionais” percebi que grande parte das variações se refere a questões culturais, como culinária, artesanato, festas regionais e coisas do tipo. Daí presumo que quem está buscando tem uma coisa em mente: conhecer algum aspecto da cultura local e/ou reforçar um paradigma. Como produtor de conteúdo torna-se interessante ser uma fonte de informação, não?

O leitor quer dialogar com quem fala a sua língua

O Brasil é muito extenso e a maior das ingenuidades possíveis é homogeneizá-lo. Só aqui você sai de manhã num vôo de São Paulo com três blusas e um cachecol e 1h30 depois aterrisa em Goiânia num sol de mais de 30º (como aconteceu com a pobre aqui esses dias). Acho o maior barato às vezes conversar com pessoas de outras regiões e não entender bulhufas do que ela está dizendo.

O print tirado do insights ilustra de uma forma bastante simples o quanto somos diferentes até na hora de buscar no Google. A barra azul indica a busca pelo termo “sapato” e a vermelha pelo termo “calçado”. Observem as variações de interesse por região, para dois termos que significam a mesma coisa. Se o próprio Google leva em consideração a localização para dar resultados de busca, quem somos nós para negar a importância disso? =P

O leitor quer o que está próximo e palpável no blog regional

Fiz uma pesquisa para esse mesmo cliente do qual falei no começo do post e uma das coisas que me chamou a atenção foi que mesmo com a possibilidade de comprar online, mais de 70% dos entrevistados preferia entrar no site, saber mais sobre o produto e ir comprar na loja.

Claro que isso não é uma generalização, mas por mais que o comércio online cresça, as lojas físicas ainda tem vida longa e próspera o suficiente pela frente. O “ver com as mãos” ainda faz parte de nossa cultura e dificilmente perderá espaço na minha opinião. Outra coisa que mostra isso é o fato de que em fórums, grupos e comunidades, o ato de “marcar encontrinhos” e estabelecer conexões físicas nunca deixou de ser uma máxima no ciberespaço.

Por fim…

Voltando ao questionamento inicial, dependendo do objetivo eu recomendaria fortemente a seleção de players cuja influência local é maior. Aliás a quase totalidade das ações bem sucedidas nas quais estive envolvida com esse e outros clientes tinham fortíssimo apelo regional.

Eu mesma tive durante um período um blog chamado Pés Rachados, que mostrava um viés irônico e debochado da cultura goiana. Mesmo tendo desativado o blog há mais de dois anos até hoje ainda recebo comentários e elogios.

No fim das contas, metaforicamente e em goianês, você pode até sair e comer alguns hamburgueres mas no fim das contas o que queremos mesmo é voltar pra casa e comer um bom prato de arroz com pequi. Para os anunciantes fica o desafio de enxergar o horizonte além do eixo Rio-São Paulo.

Inté!