Crise da meia-idade aos 20 anos

Entre 40-60 anos é comum sentir que a vida é um total fracasso, que sonhos se perderam e que você nunca fez o que queria. Aí larga o emprego, procura gente mais nova pra namorar e acaba com o estoque de cuecas Calvin Klein da loja mais cara (sem poder pagar por elas). Essa é a crise da meia-idade. E aos 20 anos?
Completarei minhas duas décadas e um ano de existência no dia 11 de setembro desse ano (vou fazer lista de desejos, vai ter que me dar presente). Há dois meses, quando percebi que não tenho mais 18 anos, que fico até 3 semanas sem ver os amigos que passavam 24 horas comigo porque todo mundo trabalha, e que as meninas que beijei no colégio estão grávidas, o universo passou na frente de meus olhos como uma viagem ilícita e psicodélica: o tempo não para.
E não tem pena.
Aí pensei nos sonhos que perdi, nas coisas que não realizei e no que vou me tornar. E se terminar a faculdade e não ter onde trabalhar? E se eu for demitido? E pra onde foram as tardes que gastava não fazendo absolutamente nada no conforto do meu quarto? Por que não comecei o curso de canto mais cedo? Por que não andei de skate antes da modinha? Por que, por que, por quê?
BANG! Você surta! A diferença da crise da meia-idade aos 20 anos para a crise existencial fica pelo fato de você se fazer esses tipos de perguntas e agir com impulso pra tentar reverter a situação (no meu caso melhorando meu portfólio pra achar um emprego foda na área que desejo, escrevendo que nem louco por 7 horas seguidas, comprando skate e tal). Na crise existencial, você simplesmente para, toma uma dose de nostalgia + melancolia e deixa a vida acontecer do lado de fora, sem se meter.
O tempo não tem pena de ninguém e a cada minuto estamos mais perto do fim, seja ele em forma de morte ou limitação física/psicológica. Quando nós, jovens, entramos nessa crise, tomamos chá de carpe diem e não deixamos de fazer nada que temos vontade. Aí vamos pra aula/estágio virados depois da festinha indie na zona sul ou experimentamos um monte de drogas e sensações que não nos permitimos mais cedo, na época em que experimentar era “permitido”.
É verdade, ainda somos jovens! Apesar da vida ser curta, ela também é muito longa. Sabemos que atualmente o tempo corre mais acelerado, que cinco anos passam voando, mas a gente só percebe quando já passou. Pra sentir menos essa aceleração, temos de fazer o que quisermos fazer. Não pra saciar o momento de crise, mas pra transformar o estilo de nossa vida em setores distintos.
Por isso ande de skate, compre sua primeira boneca inflável, dê em cima do garoto esperando táxi na porta das Lojas Americanas e arranje um emprego só pra comprar sua kombi VW pra viajar com os amigos pelo litoral brasileiro. Chorar pelo leite derramado é perder mais tempo ainda, tempo pra viver e parar de acumular coisas que você não fez para querer fazê-las no futuro.
Aprendi que até podemos correr atrás dos 18 anos de novo, mas não há nada melhor do que ter passado por eles, saber exatamente o que foi bom e reproduzir em versões novas nesse outro momento da vida.
E nunca, nunca pare de respirar

Poliamor: amando mais de uma pessoa

Diferente da poligamia (casamento com mais de um parceiro), poliamor consiste em permitir amar alguém e deixar que esse alguém ame outra pessoa, que vai amar outra pessoa, e assim em diante. Dá pra confundir com putaria, mas aqui falamos de relacionamentos sérios, que se parecem com relacionamento aberto, se diferenciando apenas pelo fato de que há compromisso, mesmo que seja ao “amor”

Antes que me taquem pedras, preciso dizer que o ideal de amor “rosa”, romântico, é apenas uma ideia. Ela vem caindo por terra nessa geração onde vemos casais monógamos se traindo aos montes. Isso acontece porque, diferente da ideia praticada do relacionamento, o corpo pede mais, geralmente relações apenas sexuais de uma noite, mas que reverberam no relacionamento para o resto dos anos.

O poliamor atende esse lado, essa ideia de que você pode amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo e manter o respeito por elas. Sendo assim, muitos mantém a pessoa principal e uma ou duas pra complementar. Não é sexo grupal, mas todos estão cientes dos outros. Todos se aceitam. A questão que fica na cabeça é: onde encontrar gente disposta a isso?
Porque mesmo que a sociedade caminhe para fast-fodas, traições hipócritas e relacionamentos abertos, uma liberdade maior para atender chamados mais “biológicos”, desenvolvemos também a possessividade, a ideia de que pessoas pertencem a nós no momento em que “tomam” nosso tempo. Tanto que existem casos em que o amor não está presente, mas a possessividade transforma o parceiro numa propriedade difícil de abrir mão.
Mais do que isso, temos o tabu do casamento, da própria monogamia. Assombração que gera culpa, que faz parecer que amar mais de uma pessoa é errado, autodestrutivo e perigoso. E aí vem o ciúme que não deveria existir no poliamor, a vontade de tacar o vaso sanitário na cabeça do namorado toda vez que ele cita a outra pessoa. Ou outras, né?
Por que trouxe esse assunto pro DDPP hoje? Pra pensar. Ainda me considero muito imaturo afetivamente pra ter um tipo de relacionamento desse, mas admito que às vezes me pego pensando se não seria menos complicado do que capturar a monogamia convencional. Quando estamos apaixonados, e você sabe disso, ficamos saciados só com aquela pessoa por qual desenvolvemos esse fogo. No poliamor, temos relacionamentos intensos, de longa data, que se completam entre si, de onde nascem famílias.
Lembrando que sexo sempre está na jogada, mas não é o protagonista nesse tema. Como disse, não é putaria. Não é desculpa pra transar com todo mundo. É uma forma de se completar com essências de pessoas de aparências, personalidades, rotinas e jeitos diferentes, onde todos se respeitam e entendem que possuem seu espaço pra preencher dentro do cotidiano do amado.
Mano, para e pensa: tá tão difícil achar uma pessoa pra amar, quanto mais outras? E mesmo assim, quando tô com alguém, só tenho olhos pra pessoa. O que posso fazer? Sou romântico indisponível emocionalmente, danificado pelo vírus da sociedade promíscua (não comparar com poliamorosa, por favor) e deixado pra apodrecer num quarto escuro, escrevendo num site estranho (oi).
Tô fadado a ter uma relação poliamorosa com minha mão e ouvidos. Tô falando da literatura e da música, tá? Mente poluída… Ah, e dentro do assunto, você podia assistir o vídeo que saiu quarta-feira no meu canal Sem H do Youtube. Falei sobre erros e lições. É curtinho, olha só:

Por que não pedir beijo na boca?

Sempre deixo bem claro, principalmente pras pessoas que estou paquerando, que beijo na boca NÃO SE PEDE! Por opinião própria, acho que o beijo é uma forma de carinho que tem momento pra acontecer e, quando é pra rolar, é que nem um raio, vai rolar. Essa parada de “posso te beijar” ou “quer ficar comigo” pra mim não funciona nem é bonito.
Claro que tô falando de uma construção de relacionamento, não de alguém que você vai pegar na noite sem mesmo saber o nome. O primeiro beijo, pra mim, é o grande teste de química. Porque não tem essa de “beija bem, beija mal”. Existe o momento em que você entende o ritmo do outro, o seu ritmo com o outro e como o carinho de vocês vai se adaptar um com o outro, o que não tem tempo de acontecer quando se beija um estranho, que já vem com um modelo de beijo pronto. E todo babado.
Porque fica feio deixar óbvio. Perde a naturalidade da coisa. É meio romântico, meio filmezinho, mas acredito que quando duas pessoas querem, não precisa dessa coisa de perguntar, de ir na ansiedade. Deixe as borboletas se sacudirem loucas no teu estômago! Deixe a vontade ficar tão dolorida que os sinais vão começar a aparecer!
Eles vêm com olhares de “por favor, me beija agora” que são clássicos no meio-fio do cinema. Vocês estão sentados, forçando contato corporal com movimentos um pouco estúpidos como acertar teu ombro no da pessoa ou dar soquinhos no peito, mas há quem só dê as mãos. O olhar muda quando vocês se desafiam, se comunicam. Dá pra ver na pupila, na expressão do rosto, que o beijo tá chegando.
É só deixar chegar.
Se não rolar o momento durante todo o encontro, é porque tá cedo. Pelo menos é minha opinião. Como falei, beijar é de uma intimidade absurda! Com meu romance de primavera, não perguntei se podia beijá-lo. Foi de surpresa. Deu pra sentir a surpresa dele se transformando naquele sorriso gostoso quando as bocas estão grudadas, sabe? Sorrir durante o beijo.
Acho legal essa parada de não ter de perguntar as coisas, de sentir, ter a confirmação num gesto de que o outro sente o mesmo e, bang, fazer! Sem insegurança, sem medo de pisar em falso. Sou dessas pessoas que gosta das coisas certinhas. O que tem dentro da minha cabeça precisa, na maior parte das vezes, acontecer do jeito que espero.
E espero esse dramance digno de Oscar (sem a participação da Jennifer Lawrence, senão ela vai cair em cima de mim) onde eu e meu parceiro nos sentiremos tão à vontade e tão inteiros que as palavras só seriam violentas com nosso silêncio de plenitude.
Pratique o “deixe rolar” e trave o “vamos deixar rolar?”, sem pressa. Deixe o óbvio ser óbvio sem apontar na cara do bicho. Deixe-se confiar mais.

Reclamar sobre o Carnaval?

Porque reclamar é chato, ocupa tempo e não nos deixa tomar atitude pra mudar as coisas. Só falar é cacarejar! Eu adorava falar mal dessa data por seguir o modelo “reclame porque é cult”, porque soa inteligente, soa alternativo. Dá pra não gostar do carnaval, mas não significa passar o dia todo em cima da cama postando que odeia o mundo no Facebook.

Porque fechar a cara e apontar o dedo é muito fácil. Apesar de concordar que a grande parte das pessoas que idolatra o carnaval é um monte de gente que tá cagando pras roubalheiras contra eles mesmos e são totalmente acomodados, digo que deixar de aproveitar o feriado (porque carnaval é isso, na pior das hipóteses) pra ficar de birra num protesto clichê que não vai fazer diferença alguma além de te deixar entediado, é um grande erro.
Não pelo carnaval em si, mas pela atitude. Se te incomoda, PARE DE RECLAMAR E TRANSFORME AQUILO! O vídeo do vlog Sem-H é sobre isso hoje. E quinta vou postar aqui no DDPP um tutorial pra festa de carnaval no estilo que vou fazer aqui em casa, baseado no clipe da dupla Tegan and Sara que falei no vídeo. Na sexta, tem trilha sonora especial.
Sábado tem CHATeando e domingo a gente vai curtir o feriado, sem posts novos! Não é lindo?
Agora vem ver o vídeo.

Como escrever um post da maneira correta?

A resposta dessa pergunta não é bem simples de responder. Existem diversas formas de escrever para blogs e cada blogueiro, ou iniciante em blogs, acaba desenvolvendo seu próprio estilo com base no que ele vai escrever. Mas, é possível utilizar algumas regras simples e que são, ao mesmo tempo, bem importantes para o sucesso de um blog.

Defini 4 pequenas regras sobre como escrever um bom post com base em algumas perguntas que ouço por aí. Uma delas é quando  alguém diz “Eu não consigo escrever um post, como posso fazer isso?”. Bom, vamos lá:

Cada post com sua ideia

Quando iniciar um post, escreva em um pedaço de papel uma linha com umas 15 palavras sobre o que você vai falar naquele post (isso foi algo que inventei e que me ajuda bastante). Não tente escrever sobre diversas coisas em um post só, isso vai complicar seu raciocínio e do seu leitor.

Tudo está no título

Imagine quantas informações seus leitores recebem no e-mail, feed de blogs, Twitter, Facebook e outras Redes Sociais, pode ter certeza que são muitas informações. Se você não tem um bom título e focado na ideia principal do seu post, você vai perder muitos leitores.

Entre 400 e 600 palavras

Esta começando a blogar? Então, cuidado com textos muito longos. Tente manter seus posts entre 400 e 600 palavras, com foco na sua ideia, como citei na primeira dica. Com posts rápidos e interessantes, seus leitores podem se interessar mais em seus artigos e com o tempo você pode aumentar a quantidade de palavras em seus textos.

Imagem ou vídeo?

Uma boa imagem vale mais que mil palavras. Isso é a pura verdade, mas no caso de posts em blogs isso pode ser trabalhado de duas formas. São elas:

  • Em textos muito longos, com até 600 palavras, insira em alguma área que represente bem o título e a ideia do seu post uma imagem que possa dar uma pausa na mente do seu leitor sem tirar o foco da ideia do artigo.
  • Se o seu post não vai ter tantas palavras assim, cuidado com as imagens. Elas podem fazer com que seu leitor leia rapidamente o texto e saia do blog. Nesse caso eu costumo utilizar alguns vídeos que possam representar a ideia do post. Como escrevo muito sobre Social Media, empreendedorismo e comunicação digital, acabo encontrando vídeos bem interessantes sobre casos de sucessos e reflexões de especialistas.

Acredito que a melhor dica é: Crie seu próprio estilo com foco no que seus leitores querem encontrar. Para isso, escreva, escreva e escreva.

Como escolher temas para WordPress e Blogger

nosso objetivo era ajudar os blogueiros que estão começando, com dicas desde as mais básicas, até as mais avançadas. Conforme os posts vão sendo publicados, os assuntos vão ficando mais avançados. Já falamos sobre a escolha da melhor plataforma, a instalação do WordPress no seu próprio domínio e agora vamos falar sobre temas, para deixar o seu blog mais atrativo. Mais do que dizer onde encontrá-los, daremos dicas de como escolher, que critérios adotar. Depois disso, vamos escolher um tema e mostrar sua aplicação em um blog recém criado. Vamos nessa?

Na maioria das vezes, pensamos que escolher um tema é fácil. Pegamos o mais bonitinho ou mais chique e colocamos no nosso blog, mas depois de instalado vemos que não era a melhor escolha. Portanto, até para isto existem critérios. Vamos parar e fazer um exercício de questionamentos, mas antes vale a pena entendermos um pouco de uma estrutura comum de um blog e como se chama cada espaço:

Agora sim, vamos aos questionamentos:

  1. Preciso de uma sidebar para comunicar algumas coisas importantes para os meus leitores, como categorias, feed de notícias, blogs parceiros, redes sociais, etc?
  2. É necessário ter uma área de destaque, com um slideshow passando imagens e títulos de posts importantes?
  3. Preciso de um menu horizontal ou vertical?
  4. Tenho um logotipo? Onde vou posicioná-lo?
  5. Na minha home, vou deixar o post aparecendo completo ou vou colocar uma imagem miniatura e uma chamada com link “leia mais”?

Estes são os questionamentos mais básicos que precisamos fazer. Assim, conseguimos encontrar um tema adequado a estrutura que estamos pensando para o nosso blog. Mas agora, como e onde encontrá-los? Uma dica rápida é ir até o Google e procurar por uma combinação de palavras-chave. Se você tem um blog que fala sobre esportes, por exemplo, digite “Sports WordPress (ou Blogger) themes”. Agora, se você quer dicas escolhidas a dedo, aqui estão.

Para você que tem um blog no Blogger:

  • http://www.bloggerthemes.net/
  • http://btemplates.com/
  • http://www.bloggerstyles.com/

E para você que usa o WordPress:

  • http://designmodo.com/wordpress/
  • http://freewpthemes.co/

Eu gosto bastante deste último site, o Free WP Themes. Ele dá opções bem estruturadas e com muitas oportunidades de edição fácil, sem precisar partir para a codificação. Selecionei o NewsSpot para mostrar um pouco da aplicação dele à vocês. Antes de qualquer coisa, baixe este tema no seu computador e “deszipe-o”.

1º passo – Suba o tema no seu domínio e ative-o:

Na minha apresentação sobre como você pode instalar o WordPress em seu domínio, mostrei como acessá-lo via FTP. Você terá que acessá-lo novamente desta maneira, acessar a pasta wp-content > themes e subir a pasta do tema nela. Depois disso, vá até a área administrativa do seu blog (seublog.com.br/wp-admin), clique em “Aparência” e ative o tema que você escolheu.

 

2º passo – Configure o seu tema

Veja que logo após a ativação do seu tema, foi criado um novo item para o menu da esquerda do seu WordPress, na área “Aparência”, chamado “NewsSpot Theme Options”. Acesse este link e vamos começar a configuração:

Na aba “General” você pode inserir o seu logotipo ou um texto customizado, com o nome do seu blog. A opção “Favicon” serve para deixar um ícone personalizado nas abas dos browsers.

Na aba “Featured Posts” você pode configurar a área de destaque com o slideshow. Ali você pode colocar para aparecer imagens e textos personalizados, seus últimos posts, posts de categorias específicas ou os posts mais importantes do seu blog. Esta última opção é a que eu acredito ser mais adequada pelo fato de ser uma área onde você destacará algo de seu interesse.

Em “Social Profiles” você pode inserir os seus canais de Rede Social ou do seu blog.

Daí pra frente, vá fazendo seus testes e configurando seu tema de acordo com o que você precisa.

Depois disso é só começar a escrever e divulgar para os seus amigos!

No próximo post, gostaríamos de saber a sua opinião. Temos duas opções e vamos abordar o que a maioria escolher:

  1. Dicas básicas de SEO para blogs;
  2. Como estabelecer presença nas Mídias Sociais.

Escolha o assunto que gostaria de ver aqui no blog e coloque nos comentários, porque aqui, você decide! 😉

Como criar um blog – O começo de tudo

Muitas pessoas querem escrever sobre o que gostam, expressar sua opinião ou mostrar seu ponto de vista em relação a um assunto e o Blog sempre foi a melhor opção para qualquer uma dessas motivações. Mas muitos se perguntam: Como criar meu blog? É exatamente por isso que resolvemos fazer uma série de posts que mostrarão como criar, otimizar e estruturar o seu blog. Hoje vamos mostrar o começo de tudo: Qual plataforma devo usar? WordPress? Blogger? Devo ter um domínio próprio?

Em 2004, descobri o mundo dos blogs. Naquela época não existiam muitas informações sobre blogs ou Blogueiros profissionais, então geralmente ficávamos presos às plataformas que nos eram apresentadas. Meu primeiro blog foi no Blig, plataforma de blogs do IG. Era mais um diário e um lugar para escrever sobre coisas que eram interessantes na época. Depois, resolvi passar para a plataforma Weblogger, do Terra. Este blog também funcionava mais ou menos como um diário e alguns amigos acompanhavam o que eu escrevia.

Com o passar do tempo, senti a necessidade de escrever sobre coisas mais relevantes e as plataformas Blig e Weblog já não me ofereciam mais o que eu precisava. Daí então, resolvi partir para o Blogger (ou Blogspot). Meu primeiro blog lá foi o Café Com Blogagem, que aliás, é o antecessor do Café Com Blogueiros. Lá eu escrevia sobre política, futebol, música, cinema e tudo o que dava vontade. Tinha essa liberdade e gostava disso! O blog estava começando a ter uma audiência razoável e eu sempre me preocupava em melhorá-lo. Explorava os plug-ins que o Google disponibilizava, buscava layouts mais atrativos e tentava sempre aprimorar minha escrita.

Em 2010, comecei a trabalhar em uma agência com meus amigos Wagner, Gabiru e Márcio, e com a ajuda deles, comprei meu domínio e instalei a plataforma WordPress. Foi a melhor escolha que fiz nos últimos anos de blogueiro. Uma amiga minha me ajudou a fazer o layout e continuei com a minha editoria variada. O WordPress me deu possibilidades enormes, tanto em relação ao layout, que era muito mais estruturado, quanto em relação aos plug-ins, que a quantidade e a variedade são enormes.

Fiz o curso do Fábio Ricotta, sobre SEO, e lá tem um módulo específico de SEO para blogs. Para quem não sabe, SEO é a sigla para Search Engine Optimization, ou Otimização para Mecanismos de Busca. Coloquei várias das técnicas do curso em prática e comecei a levar a história do blog mais a sério. Em meados de junho, vi a oportunidade de transformar este blog em algo maior e criei o Café Com Blogueiros.

Mas o que essa história tem a ver com o que vamos abordar aqui? Ela mostra por quantas plataformas um blogueiro pode passar até chegar na que ele prefere e usa melhor. É claro que hoje em dia só existem duas grandes plataformas para blogs, que são Blogger (Blogspot) e WordPress.

Mas qual é melhor? Uso o WordPress.com ou compro meu domínio? Como compro meu domínio? Como instalo o WordPress nele?

Essas são questões que vamos responder nos próximos posts. Fiquem ligados, pois vale a pena! 😉

Blogs segmentados como fonte de informação

Os blogs viraram os queridinhos para os usuários das mídias sociais. Já viraram até mesmo, disciplina na Faculdade de Jornalismo na Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos!

Blogs segmentados

Para muitos, (ok, não posso me deixar de fora dessa), essas páginas se tornaram fonte de informação e discussão para acompanhamento dos mais variados assuntos. Essa variedade foi crescendo dentro da blogosfera modificando o modo de buscas e transformando seus autores em verdadeiros gurus.

Mas afinal, o que nos faz acompanhar esses blogs segmentados?

Listei abaixo alguns tópicos que podem fazer diferença para um blog estar nos Favoritos do seu navegador!

Conteúdo feito com dedicação e prazer


Quando um blog é “especializado” em algum assunto, o(s) autor(es) dedicam o seu tempo para estudar e pesquisar ainda mais, deixando o conteúdo mais qualificado e direcionado para o público certo!

Usuários com opiniões e gostos semelhantes

A segmentação permite discussões e comentários de usuários que possuem opiniões em comum sobre determinados assuntos. Criando assim, a troca de ideias e até mesmo, agilidade na apresentação de novidades do assunto em estudo.

Frequência de atualizações x Qualidade do conteúdo

Sem dúvida, a partir do momento em que um blog está segmentado por um assunto, o número de informações são mais escassas do que um portal com conteúdos aleatórios. Portanto se o seu assunto não permitir posts com frequência, se preocupe principalmente com a qualidade do conteúdo!

Blogueiro endoidado e interativo


Você se sente ainda mais confortável dentro de um blog quando o autor vira a própria fonte de informação considerando que ele atende as solicitações, responde os usuários e deixa a linguagem mais informal e interativa!

Blog Regional Prós e Contras

Há algum tempo quero escrever sobre esse assunto. Mais precisamente desde quando um cliente me questionou se valia mais a pena fazer uma ação com Blog Regional, de baixa a média audiência ou com blogueiras celebridade, conhecidas em todo o território nacional. A resposta eu ainda hesito em dar.

Sou uma defensora ferrenha da regionalização, seja culturalmente, seja como ferramenta e estratégia de negócio. Grupos empresariais como o RBS estão aí pra nos provar que dá certo. Mas e quando se fala de blogs? Se a internet é a suposta materialização da aldeia global, como usar um espaço com tal característica para gerar resultados localmente?

blog regional

Com uma pesquisa simples cheguei a alguns apontamentos que gostaria de compartilhar, e que podem ser positivos tanto para produtores de conteúdo quanto para a galera do marketing.

O leitor quer preservar e experimentar a cultura local

Utilizando o Uber Suggest para verificar variações do termo “blogs regionais” percebi que grande parte das variações se refere a questões culturais, como culinária, artesanato, festas regionais e coisas do tipo. Daí presumo que quem está buscando tem uma coisa em mente: conhecer algum aspecto da cultura local e/ou reforçar um paradigma. Como produtor de conteúdo torna-se interessante ser uma fonte de informação, não?

O leitor quer dialogar com quem fala a sua língua

O Brasil é muito extenso e a maior das ingenuidades possíveis é homogeneizá-lo. Só aqui você sai de manhã num vôo de São Paulo com três blusas e um cachecol e 1h30 depois aterrisa em Goiânia num sol de mais de 30º (como aconteceu com a pobre aqui esses dias). Acho o maior barato às vezes conversar com pessoas de outras regiões e não entender bulhufas do que ela está dizendo.

O print tirado do insights ilustra de uma forma bastante simples o quanto somos diferentes até na hora de buscar no Google. A barra azul indica a busca pelo termo “sapato” e a vermelha pelo termo “calçado”. Observem as variações de interesse por região, para dois termos que significam a mesma coisa. Se o próprio Google leva em consideração a localização para dar resultados de busca, quem somos nós para negar a importância disso? =P

O leitor quer o que está próximo e palpável no blog regional

Fiz uma pesquisa para esse mesmo cliente do qual falei no começo do post e uma das coisas que me chamou a atenção foi que mesmo com a possibilidade de comprar online, mais de 70% dos entrevistados preferia entrar no site, saber mais sobre o produto e ir comprar na loja.

Claro que isso não é uma generalização, mas por mais que o comércio online cresça, as lojas físicas ainda tem vida longa e próspera o suficiente pela frente. O “ver com as mãos” ainda faz parte de nossa cultura e dificilmente perderá espaço na minha opinião. Outra coisa que mostra isso é o fato de que em fórums, grupos e comunidades, o ato de “marcar encontrinhos” e estabelecer conexões físicas nunca deixou de ser uma máxima no ciberespaço.

Por fim…

Voltando ao questionamento inicial, dependendo do objetivo eu recomendaria fortemente a seleção de players cuja influência local é maior. Aliás a quase totalidade das ações bem sucedidas nas quais estive envolvida com esse e outros clientes tinham fortíssimo apelo regional.

Eu mesma tive durante um período um blog chamado Pés Rachados, que mostrava um viés irônico e debochado da cultura goiana. Mesmo tendo desativado o blog há mais de dois anos até hoje ainda recebo comentários e elogios.

No fim das contas, metaforicamente e em goianês, você pode até sair e comer alguns hamburgueres mas no fim das contas o que queremos mesmo é voltar pra casa e comer um bom prato de arroz com pequi. Para os anunciantes fica o desafio de enxergar o horizonte além do eixo Rio-São Paulo.

Inté!