10 historinhas fedorentas para ler no banheiro

historinhas para ler no banheiro

A Alice ainda  não chegou na idade do desfralde, mas como passo o dia inteiro com ela é muito fácil perceber os sinais da chegada do número dois, lendo coisas na internet sobre fraldas de pano acabei encontrando muitos textos sobre Higiene Natural. Antes de falar sobre a Higiene Natural quero dizer que cheguei a comprar as fraldas de pano modernas, porém nunca usei. Minha filha teve APLV  (alergia a proteína do Leite de Vaca), e apresentava evacuações frequentes e com sangue, até descobrir o que era e como tratava continuei com as fraldas descartáveis e depois esqueci essa ideia e resolvi ser mais sustentável em outras áreas da minha vida. Para minha alegria a alergia sumiu com um ano graças a amamentação, ainda bem que insisti muito nesse quesito, e ela continuou mamando até 1 ano e 11 meses, outro fator determinante para a cura foi a dieta supervisionada por uma nutricionista. Fiquei meio triste de não ter usado as fraldas de pano, mas por outro lado não posso negar a praticidade das fraldas descartáveis. Higiene Natural ou como é chamada em inglês EC (Elimination Communication) na verdade não é nenhuma moda ou novidade, é uma prática milenar. A invenção das fraldas é uma coisa muito recente, e logicamente as famílias tinham de arrumar um jeito de lidar com as evacuações dos bebês. Povos com menos contato com a sociedade urbana ainda se utilizam dessa técnica que consiste em observar o bebê e ler os sinais que ele dá quando está com vontade de fazer o número 1 ou o número 2 e colocá-lo num local adequado para fazer o serviço. Uma vez eu li que uma esquimó ficou indignada quando perguntaram a ela se o bebê slingado coladinho e peladinho ao seu corpo não a sujava com fezes e urina, ela achou muito estranho que uma mãe não saiba ler os sinais do próprio filho. Obviamente depois de anos de urbanização e de uma cultura que afasta cada vez mais mães e bebês é bem complicado estabelecer esse tipo de conexão com o próprio filho (a). Eu que tenho todo tempo do mundo não consigo e morro de inveja das esquimós.

Vale ressaltar que essa prática não é um tipo de desfralde, apenas uma maneira de ensinar o bebê a entender os sinais do próprio corpo. Há crianças que nunca se utilizaram de fraldas. Vale assistir o vídeo abaixo para entender como funciona.

Outra coisa curiosa é que apesar da modernização das sociedades, muitas famílias não usam fraldas descartáveis. É o caso das crianças chinesas, aliás elas usam um tipo de calça especial para facilitar esse momento.

É no mínimo curioso. E fiquei pensando…imaginem só se TODAS  as crianças do mundo usassem fraldas descartáveis! Certamente a humanidade estaria atolada em pilhas de fraldas, pensei: Puxa que pena que não consegui usar as fraldas de pano, e que também sou bundona e não tenho coragem de abolir totalmente as fraldas descartáveis, mas decidi que pelo menos ia tentar reduzir o número de fraldas por dia,  então comprei um penico e comecei  o processo quando a Alice tinha 1 ano e 8 meses, vale lembrar que minha intenção nunca foi um desfralde precoce e sim uma maneira de economizar algumas fraldinhas. Depois de um tempo, surpreendentemente, o negócio começou a funcionar. Chegando a ficar mais de 15 dias avisando com antecedência,  por medo não tirei totalmente as fralda. Depois viajamos e por um tempo o negócio funcionou inclusive na viagem, mas com os estímulos todos da viagem a história se perdeu completamente, não fiquei triste, pois ainda está muito cedo para o desfralde.
Ainda não desisti da história e iniciei o processo novamente, uma coisa que não mudou foi a nossa rotina de leituras de banheiro. Inicialmente líamos todo tipo de história, mas no fim ela achou que algumas histórias combinavam mais com o local, realmente historinhas escatológicas combinam com banheiro. Há muitos livrinhos legais com historinhas fedorentas. Esses são os livrinhos da nossa biblioteca de banheiro:

1- Cocô no trono – Benoit Charlat – Cia das Letrinhas

Esse livro é muito fofo, é o tipo de livro que resiste a crianças pequenas, suas folhas são grandes reforçadas, possui um pop up e ainda faz som de descarga. O livro conta a história de vários animais grandes que já sabem usar a privada: o Lobo que faz um cocô malvado, o Elefante que faz um cocô gigante e também a história do pintinho que além de fazer cocô na privada sozinho ainda puxa a descarga. As ilustrações são muito bonitinhas e o som da descarga é bem divertido.  

2- O que tem dentro da sua fralda? – Guido Van Genechten – Brinque Book

O livro conta a história de um Ratinho muito curioso, num belo dia ele resolve descobrir o que tem dentro da fralda de seus amigos. São cocôs de todos os tamanhos, cores e formatos. Se você tiver nojinho não leia o livro. A edição é bem interativa, dá para abaixar as fraldinhas e ver o serviço que os amigos de Ratinho fizeram, no final os amigos ficam curiosos para ver a fralda do roedor e para surpresa geral ela está totalmente limpa, para saber o motivo vocês terão que ler o livro.

3- Até as princesas soltam pum – Ilan Brenman – Brinque Book

Como as princesas fazem Alice? E ela responde: “Pruuuuuurrrrrr!!!”
A protagonista do livro chama-se Laura e um dia chega em casa com uma grande pergunta: Será que as princesas soltam pum? O pai com muita delicadeza e criatividade soluciona a questão da filha de uma maneira muito fofa. O que acho bacana desse livro é que desconstrói um pouco aquela imagem de princesas perfeitas, mostra que princesa é gente como a gente. É que mesmo soltando pum elas continuam sendo lindas princesas…

4-  Pai, todos os animais soltam pum? – Ilan Brenman – Brinque Book

Esse livro é a continuação do livro acima, nele aparece uma Laura mais velha e com perguntas mais elaboradas. O pai, dessa vez, fica com mais dificuldade em responder as perguntas e percebe o quanto sua filha é inteligente e sabichona. Ao final do livro tem-se uma explicação de uma bióloga explicando que sim, todos os animais soltam pum e uma teoria de vida em Marte.

5- Da pequena toupeira que queria saber quem fez cocô na cabeça dela – Werner Holzwsrth e Wolf Erlbruch – Cia das Letrinhas

Esse livro é bem engraçado e o preferido da Alice, totalmente interativo e proibido para pessoas com nojinho. Há cocôs de todos os tipos, tamanhos, cores, texturas e formatos e o que é melhor: puxando as abas você os vê saindo do bumbum dos bichos! Achei bem legal a vingança da toupeira! Não é politicamente correto se vingar, mas as vezes é divertido.

6- Hora do penico para meninas- Salamandra

Eu não ia comprar esse livro no Brasil, estava atrás da versão em alemão dele. Aqui esse mesmo livro não é separado por gênero. É amarelinho e universal. Não folheei a edição em alemão, mas entendi o porquê da edição brasileira ser separada dessa forma. É uma questão biológica. Meninas tem aparelho urinário diferente dos meninos. Até que o livro é bonitinho, a única coisa que me incomoda é essa coisa  clichê  de rosa para meninas e azul para meninos, e que meninas fazem cocô como princesas no trono e em penicos brilhantes. Como o resto dos brinquedos e livros aqui em casa não reforçam esse tipo de estereótipo e não fico muito aflita com isso.

7 – Adeus, fraldas, adeus! –   Sergi Cámara – Escala Editorial

Na verdade esse livro nem tem muita coisa legal, acho que ganhei em algum momento da minha vida como professora. O que a Alice gosta nele é que aparece uma família de cocozinhos que vivem no Esgoto. Os cocozinhos ficam ansiosos pois a sua Mãe Dona Cocô está demorando a chegar, na verdade ela só está atrasada pois o protagonista do livro não a liberou no penico! É meio bizarro mas gosto não se discute!

8 – Argh! – Jonathan Lambert – Brinque Book

O livro narra a história de um gambá chamado Fedô que circula pela floresta atrás do culpado pelo odor desagradável que ele está sentindo. A história não é tão atrativa, mas os pop ups são muito legais. 9 – A grande Cocômpetição – Guido Van Genechten

O livro narra um competição realizada pelo Rei Kagon. A cocômpetição nada mais é que  um desfile de cocôs artísticos, novamente vemos cocôs de todos os tamanhos, formatos e texturas.

10 – Sujo, eu? – David Roberts – Cia Editora Nacional

Vou colocar aqui uma história que ainda não li para a Alice mas que lembrei ao escrever essa lista. É uma história com todo tipo de coisa nojenta, lamber cachorro e ficar com a língua cheia de pelos, comer doce que estava no chão e até mesmo catota de nariz! As ilustrações são muito legais e engraçadas! Para fechar coloco aqui um vídeo sobre cocô que a Alice ama:

E vocês, também gostam de historinhas fedorentas? Se você tiver alguma indicação escreva nos comentários.

10 Comidas para um Desaniversário

10 Comidas para um Desaniversário

Quem não gosta de “Alice no País das Maravilhas”? Separamos aqui 10 comidinhas deliciosas para um maluco chá da tarde ou um inusitado Desaniversário.

1- Gastronomia é um dos canais  de culinária mais bacanas do Youtube Brasil. A série comida de Cinema que a Isadora fazia para a Tastemade Brasil é cheia de ideias deliciosas, nesse episódio ela  faz os biscoitos que fazem encolher a poção que faz crescer.

2- Morri com essa marmitinha fofa.

3- Uma linda torta da Rainha de Copas!

4-Um lindo biscoito em forma de relógio. Eu ia morrer de dó de comer esse biscoito. É uma verdadeira obra de arte!

5- Mais biscoitos lindos…

6-  Esse biscoitos são mais fáceis…

7- Cupcakes

8- Que tal um lindo bolo?

9-  Ideias de comidinhas e decoração para um chá com o Chapeleiro Maluco.

10- E para beber, além do chá, limonada Pink Flamingo!

Agora é só juntar o pessoal para um chá da tarde ou um divertido desaniversário!

10 bons exemplos masculinos para meninos na Internet

Por mais que a gente bata na tecla do empoderamento feminino, a maioria das Pacs têm… filhos! Nós tentamos ao máximo desconstruir os estereótipos de gênero dentro de casa, mas confessamos que é uma luta batalhar contra todos os milhares de exemplos bombardeados pela mídia. “Meninos não choram” “Aja como um homem” e “Parece uma menininha” são frases repetidas para e por meninos simplesmente porque a maioria dos personagens masculinos exalam virilidade e tendem a resolver seus problemas sempre com lutas, violência e atributos físicos.

Com isso em mente, separamos 10 personagens e pessoas públicas que estão no dia-a-dia da garotada que servem de excelente exemplo e uma boa maneira de começar uma conversa sobre comportamento e padrões de gênero, para todas as idades.

1. Yuri – Meu Amigãozão

 Mesmo que Meu Amigãozão seja de produção mista brasileira-canadense, Yuri é mais brasileiro impossível. Seus traços são claramente nativo-americanos ou porque não dizer, indígenas (o que não exclui os nativo-americanos do Canadá ou dos EUA). Yuri é uma criança de 5 anos que tem um amig(ã)o imaginário e junto com ele e seus amigos não-imaginários, aprende e ensina lições sobre egoísmo, empatia e amizade. Ele nem sempre está no seu melhor comportamento e é justamente isso que o torna tão identificável entre as crianças pequenas, seu público-alvo.

2. Os irmãos Kratts – Aventuras com os Kratts

Não se deixe enganar pelo traço que lembra o Ben 10: ele é feito para atrair crianças para um programa repleto de ecologia e lições sobre os animais e funciona muito bem. Meu filho, o pré-adolescente de 6 anos, acha os irmãos Kratts “radicais” mesmo que eles sejam adoravelmente atrapalhados e sempre dependam da equipe para tirá-los da encrenca. Os dois são um exemplo de fraternidade e trabalho em equipe, além de serem baseados em uma dupla real de biólogos (na versão americana do programa, eles aparecem no final).

3. Júlio – Cocoricó

Julio é um menino de 8 anos que se muda da cidade para a casa de seus avós no interior. Ele tem amigos de tudo quanto é jeito: índia, papagaio, cavalo, galinha, porquinho. Um menino curioso que mostra brincadeiras simples (coisa rara hoje em dia com tanta tecnologia) e também situações onde as crianças se identificam, como a briga por um brinquedo, medo de monstro. Ah, ele também toca gaita e sempre tem uma musiquinha nos episódios, já me vem na cabeça “o Julio na gaita, a bicharada no vocal. Tocando o rock rural”. Um exemplo do valor às coisas simples e curtição da infância.

4. O Professor – As Meninas Superpoderosas

Esse artigo do Hypescience explica as razões pelas quais As Meninas Superpoderosas são uma lição de estudos de gênero, mas o Professor é um caso à parte. Pai solteiro extremamente dedicado, dono de casa e cientista nas horas vagas, o Professor não tem medo de demonstrar carinho e afeto, nem de se prestar a papéis um tanto quanto… engraçados, o que acaba cativando os meninos.

5. Lucas Silva e Silva – Mundo da Lua

Um clássico da TV brasileira que continua sendo exibido na TV Cultura. O cenário um pouco 90ista pode causar alguma estranheza nas crianças (os telefones tinham fios), mas as situações vividas (e imaginadas) por Lucas permanecem atuais, exceto que nos dias de hoje ele certamente teria sido medicado injustamente para Déficit de Atenção. Ele é um excelente exemplo de como a imaginação pode funcionar para que as crianças se mantenham entretidas sem necessidade de estímulos externos.

6. Aang (Avatar)

Aqui no blog tem uma série de posts dos motivos pelos quais amamos Avatar e Aang certamente é um deles. Ele mostra sensibilidade e empatia desde o primeiro episódio e com o passar da série, percebemos que o amadurecimento espiritual é muito mais importante do que o físico para que Aang consiga controlar sua forma Avatar. Sem contar que Avatar é uma animação excelente para assistir com ou sem crianças, com protagonistas não-caucasianos que permitem uma introdução à culturas não-ocidentais.

7. Ash – Pokémon

De moleque pegador (de Pokémons) no começo da Liga Índigo a um treinador equilibrado e ponderado no Pokémon Black & White, a trajetória de Ash é muito mais sentida por adultos do que por crianças. Os que acompanham só os episódios mais recentes têm em Ash um modelo de treinador paciente, estrategista sábio e amigo leal, tudo isso intercalado com incríveis batalhas-pokémon.

8. Steven Universo

Outra figurinha carimbada do blog, seu programa alcançou o status de cult em pouquíssimo tempo e é sucesso entre adultos e crianças. Mas Steven não está aqui pelo conjunto da obra, mas por ser um personagem que foge dos padrões por estar acima do peso e em um modelo de família não-nuclear (chupa essa, bancada evangélica). A série é indicada para crianças mais velhas mas nós acreditamos que quando acompanhadas, todas as questões podem ser discutidas com as crianças.

9. Iberê Thenório – Manual do Mundo

Meu filho é o fã número 1 do Iberê Thenório e é fácil saber o motivo. Iberê é o tio (agora o pai) legal que faz as experiências malucas e as pegadinhas sacanas, mas acima disso, ele é um cara extremamente simpático e pé no chão. O vídeo onde ele conta como chegou ao sucesso no YouTube é incrível e o torna ainda mais digno de admiração. Ver alguém de carne e osso realizando coisas incríveis, é uma forma excelente de fazer com que os meninos se interessem por ciências e sejam motivados a testar seus limites.

10. Neil DeGrase Tyson – Cosmos

Esse aqui é um modelo para meninos, meninas, jovens, adultos, pra todos. Neil é um astrofísico muito articulado que, apesar de sucesso como meme, extrapola todas as barreiras e quebra estereótipos. Ele fala de física de maneira interessante e cativante, e tem vídeos abordando temas como a presença de mulheres e negros na ciência. Para as crianças que já acompanham legendas, a série Cosmos (tem no Netflix) é incrível.